segunda-feira, 14 de março de 2016

Viva o Rio de Janeiro



Rio gasta 5 reais em legado para cada um em instalações olímpicas, diz Paes
  • 14/03/2016 23h21
  • Rio de Janeiro
Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil



 



O  Rio de Janeiro ganhou a disputa para sediar os Jogos Olímpicos de 2016, de 5 a 21 de agosto,  não pela infraestrutura disponível, mas justamente pela possibilidade de melhorias que as Olimpíadas possibilitariam para a população e para cada real gasto com instalações olímpicas, cinco serão gastos em legado. A afirmação é do prefeito da cidade, Eduardo Paes, ao participar hoje (14) do painel Construindo as Cidades do Amanhã, promovido pelo Columbia Global Centers Rio de Janeiro no Museu do Amanhã, na Praça Mauá, centro do Rio.

“Desde o momento que decidimos sediar os jogos, dissemos que seriam os jogos do legado. No final do ano, teremos 63% da população usando transporte de alta capacidade. Melhoramos muito a mobilidade, não chegamos ao nível de Londres ou Paris, mas melhoramos muito”,  afirmou Paes.

Segundo o prefeito, “a coisa mais importante que já foi feita no Rio de Janeiro não tem a ver com os jogos olímpicos, pois é muito mais uma questão de mudanças urbanas e desenvolvimento de cidade que tem a ver com o tipo de cidade que queremos no futuro”.

A dívida histórica do Brasil para o desenvolvimento social, econômico e ambiental é a falta de investimento adequado em saneamento básico. A opinião é do ambientalista e economista Sérgio Besserman, presidente do Instituto Pereira Passos, um dos participantes do debate no Museu do Amanhã.

Segundo Besserman, todos os indicadores sociais do Brasil melhoraram nos últimos 20 anos, porém, o alcance do saneamento básico tem uma melhora muito mais lenta que os demais. "É o maior vexame social do Brasil, a maior dívida do passado, afeta a saúde das pessoas, dos nossos corpos hídricos, a saúde de gerações. O Brasil sai da curva mundial de investimento em saneamento básico. Nem dobrando a meta saímos do vexame nessa área".

De acordo com o ambientalista, no planejamento para os 500 anos do Rio de Janeiro, foi incluído o compromisso de se sanear a Baía de Guanabara, que tem no esgoto doméstico sua principal fonte de poluição. Segundo Besserman,  “Para os próximos quatro anos, o prefeito do Rio terá a obrigação política de se envolver na despoluição baía”.

Besserman destaca que, apesar do compromisso de sanear o corpo hídrico para as olimpíadas não ter sido cumprido, a mobilização em torno do tema e o compromisso de se fazer isso pode ser considerado um legado intangível dos jogos.

A Universidade de Columbia, organizadora do evento,   assinou hoje um convênio de colaboração com o Museu do Amanhã para o planejamento de ações conjuntas na área de sustentabilidade, urbanismo e ciências.
Edição: Jorge Wamburg

segunda-feira, 7 de março de 2016

contabilidade e regras





O Objetivo da Contabilidade











Contabilidade: sistema de informação e avaliação que visa o provimento de demonstrações e análises de natureza econômica, financeira, física e de produtividade aos seus usuários.

Sistema de informação: conjunto organizado de dados, técnicas de acumulação, ajustes e emissões de relatórios.

Usuário: pessoa física ou jurídica com interesse na avaliação da situação e evolução de uma entidade. Usuários preferenciais ou externos são:
- acionistas;
- credores em geral e emprestadores de recursos; e
- integrantes do mercado de capitais.
Usuários secundários são os administradores da entidade e o Fisco.

Informação de natureza econômica > deve ser considerada a visão do que seja econômico para a contabilidade (demonstração do resultado do exercício, capital e patrimônio).

Informação de natureza financeira > fluxos de caixa, capital de giro, etc.

Informação de natureza física > complemento aos valores monetários (quantidades geradas de produto ou serviços, número de depositantes num banco, número de clientes numa empresa, número de funcionários numa empresa,etc).

Informação de natureza de produtividade > se refere à utilização mista de conceitos de avaliação (financeiros) e quantitativos (físicos), como: receita bruta per capita, depósitos por cliente, etc.

As informações de natureza financeira e econômica constituem o Núcleo Central da Contabilidade. As informações de natureza física e de produtividade são complementares às demonstrações contábeis tradicionais.

Objetivo principal da contabilidade > permitir que os usuários avaliem a situação financeira e econômica da entidade e possam inferir sobre as tendências futuras da mesma.

Os objetivos da contabilidade devem contribuir para o processo decisório dos usuários, não se justificando por si mesma. Antes, deve ser um instrumento útil à tomada de decisões.

Para tal, devem ser observados dois pontos:
1. As empresas devem evidenciar ou divulgar todas aquelas informações que contribuem para a adequada avaliação de sua situação patrimonial e de resultados, permitindo inferências em relação ao futuro. As informações que não estiverem explícitas nas demonstrações, devem constar em Notas Explicativas ou Quadros Complementares.

2. A contabilidade tem íntimo relacionamento do com os aspectos jurídicos os quais, muitas vezes não conseguem retratar a essência econômica. Visando bem informar, a contabilidade deve seguir a essência ao invés da forma.

    Exemplo:
    Uma empresa faz a venda de um ativo, assumindo o compromisso de efetuar sua recompra por um certo valor em determinada data. Obedecendo a essência ao invés da forma, deve-se registrar na contabilidade uma operação de financiamento (essência) e não de compra de venda (forma).

    A não utilização da informação contábil ou utilização restrita pode ser resultado de:
a)    deficiências na estrutura do modelo informativo;
b)    limitações do próprio usuário;
c)    baixa credibilidade por parte dos usuários;
d)    linguagem inadequada nas demonstrações contábeis.

A contabilidade é uma ciência social no que se refere às suas finalidades, mas, quanto a metodologia de mensuração, reúne tanto o social quanto o quantitativo.

Quanto as finalidades é social, uma vez que por suas avaliações do progresso das entidades, permite conhecer-se a posição de rentabilidade e financeira, e de forma indireta auxilia os acionistas, tomadores de decisões, investidores a aumentar a riqueza da entidade.

Como metodologia, é parcialmente social uma vez que seus critérios de avaliação envolvem muitas vezes subjetividade e incerteza, oriundas do próprio ambiente social e econômico no qual as entidades estão operando.

É parcialmente quantitativa, por materializar-se através da equação patrimonial básica (ATIVO = PASSIVO + PATRIMÔNIO LÍQUIDO).