segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Contabilidade como prática e como ciência













A contabilidade é a ciência que estuda e controla o patrimônio, representando-a de forma sistemática para servir como instrumento básico para a tomada de decisões de todos os seus potenciais usuários.

Dentro deste contexto, estuda-se a teoria da contabilidade com a finalidade de se obter subsídios suficientes para a aplicação do conhecimento prático no processo contábil.
Sem o embasamento teórico, a contabilidade perderia seu foco, principalmente porque as demonstrações contábeis não atenderiam a padrões, tanto dos usuários quanto das normas contábeis.

No Brasil, a estrutura da teoria contábil é definida por órgãos regulamentadores, como o CFC (Conselho Federal de Contabilidade) e o CPC - Comitê de Pronunciamentos Contábeis.

O Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) é o órgão responsável por buscar a convergência da contabilidade brasileira às normas internacionais. Foi criado pela Resolução CFC 1.055/05, sendo que fazem parte deste comitê várias entidades brasileiras como: Bovespa, Ibracon e Fipecafi, além do próprio Conselho Federal de Contabilidade.

As Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC´s) têm por objetivo estabelecer regras de conduta profissional e procedimentos técnicos, em consonância com os Princípios Fundamentais de Contabilidade.

Postulados, Princípios e Convenções Contábeis
Postulados:
São comumente chamados de "Pilares da Contabilidade", por serem a base de toda a teoria contábil.
O Postulado da Entidade estabelece o Patrimônio como sendo o objeto da Contabilidade, e afirma a necessidade de diferenciação do patrimônio próprio com o patrimônio da entidade jurídica, independentemente de pertencer a uma pessoa, um conjunto de pessoas, uma sociedade ou instituição de qualquer natureza ou finalidade, com ou sem fins lucrativos. É imprescindível distinguir corretamente a pessoa física da pessoa jurídica.

O Postulado da Continuidade prevê que o processo contábil deve ser desenvolvido supondo-se que a entidade nunca terá um fim ou seja sem prazo estimado de duração. A suspensão das suas atividades pode provocar efeitos na utilidade de determinados ativos, com a perda, até mesmo integral, de seu valor. A queda no nível de ocupação pode também provocar efeitos semelhantes.

Princípios:
São a padronização das técnicas contábeis adotadas pela maioria dos profissionais, com o intuito de normalizar os lançamentos e relatórios, para um melhor controle do patrimônio da entidade.
 - Oportunidade
 - Registro pelo valor original
 - Atualização monetária
 - Competência
 - Prudência

No Brasil, os princípios contábeis são os estabelecidos pela Resolução CFC 750/93. Tais princípios servem como padrões a serem seguindos na contabilização dos fatos contábeis.
Convenções
Conceitos para servirem como um guia para o profissional da área contábil, normatizando padrões de conduta na hora de escriturar os fatos contábeis, tais como:
 - Objetividade
 - Conservadorismo
 - Materialidade
 - Evidenciação

Referência:

http://www.portaldecontabilidade.com.br/tematicas/teoria_da_contabilidade.htm 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Assim começa a contabilidade



História da Contabilidade














A partir do momento em que os primeiros registros patrimoniais foram encontrados na Mesopotâmia (atual Iraque), os homens começaram a registrar os seus patrimônios e os primeiros livros contábeis foram escritos em papiros (tipo de folha antecessora ao papel). 

Os fenícios desenvolveram as trocas em bases monetárias e simplificaram os registros (em símbolos). Já os romanos, entre outros fatores, dissiparam um sistema jurídico de contabilidade organizado, o que de fato não conseguiu impedir a Queda do Império Romano.

No ano de 1201 os árabes com suas obras manuscritas de contabilidade influenciaram o comércio na Grande Europa. A sistematização da contabilidade estava a caminho, assim como a ciência e a arte. A Idade das Trevas estava desaparecendo dando cada vez mais espaço para o surgimento do Renascimento.

No meio do Renascimento, surgiu um Frade Franciscano chamado Luca Pacioli, autor de um livro que expõe o Método das Partidas Dobradas, afirmando que todo lançamento a crédito em uma conta fará com que surja outra conta onde será registrada à mesma importância a débito.

No período de 1500, quando o Brasil foi descoberto, chegaram entre outras pessoas os provedores da fazenda que também intitulavam o cargo de contador. A partir deste momento Cartas Régias passaram a regulamentar os princípios contábeis instituindo cargos e funções na administração das fazendas.

A regulamentação do exercício da profissão contábil apareceu em 1770, e quando a família real veio para o Brasil iniciou-se o ensino contábil com a aula intitulada "Aula de Comércio da Corte". A Associação dos Guarda-Livros da Corte é a mais antiga instituição profissional e cultural da ciência contábil no Brasil.

Os conselhos federais e regionais da contabilidade surgiram através dos sindicatos e institutos existentes a muitos anos atrás e através do Decreto-Lei nº 9295/46, o presidente da época Eurico Gaspar Dutra reconheceu a profissão de Contador, uma das mais antigas do país.

Há 3500 anos surgia o primeiro instrumento dos contadores composto por varetas e pequenas bolas, mas a versão chinesa de 2600 anos atrás foi a que acabou se tornando mais conhecida.

Já a primeira máquina auxiliadora de cálculo surgiu em 1642 e ao longo dos anos foi sendo aperfeiçoado até que em 1901 foi construída a famosa máquina Ellis, precursora da máquina de contabilidade. Em 1938 foi idealizado o primeiro modelo viável a ser industrializado, uma máquina de escrever chamada datilógrafo muito útil para quem a usava. Porém, com a chegada do computador, essas máquinas acabaram sendo substituídas por eles.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

A observação contratada


Contrato de Experiência








O que é: O contrato de experiência é feito para avaliar as aptidões pessoais e o desempenho profissional do trabalhador, bem como demonstrar as vantagens e condições de trabalho oferecidas pela empresa.

Como funciona: O contrato de trabalho de experiência possui prazo máximo de 90 dias. Depois que se completa o prazo de experiência, o contrato de trabalho passa a ser, automaticamente, definitivo e de prazo indeterminado.

O contrato de experiência pode compreender vários períodos (30, 45, 60 dias etc.). Entretanto, o período de experiência somente pode ser renovado uma única vez e desde que a soma dos períodos não seja superior ao prazo máximo de 90 dias (art. 451 CLT).

Para efetivar o contrato de experiência, o empregador é obrigado a registrá-lo na Carteira de Trabalho do funcionário em até 48 horas após a contratação.

Rescisão do contrato de experiência: Caso a empresa não goste do trabalho apresentado pelo funcionário ela pode demiti-lo até o último dia previsto para o término do contrato. Quando a demissão ocorrer sem justa causa antes do final do período previsto de experiência, a empresa deve pagar metade daquilo que o trabalhador receberia até o final do contrato de experiência. Por exemplo, se o trabalhador estiver cumprindo um contrato de experiência de 3 meses com salário de R$ 300,00 por mês e for demitido no final do primeiro mês de experiência, terá direito de receber metade do valor dos dois meses restantes, o seja, R$ 300,00 a título de indenização. Contudo,alguns contratos possuem uma cláusula que permite a rescisão antecipada. Nestes casos, A empresa deve pagar aviso prévio, 13º salário, férias proporcionais acrescidas de 1/3, além do FGTS, acrescidos de 40% (art. 479 CLT).

Se, durante o período de experiência, o trabalhador achar que não interessante permanecer no emprego, deve, na medida do possível, aguardar o último dia previsto para o encerramento do período de experiência. Neste caso, deve entregar no último dia do período de experiência um comunicado por escrito dizendo que não quer permanecer no trabalho, protocolando na cópia o recebimento. Agindo assim, você não terá que cumprir o período de aviso prévio e receberá tanto os dias trabalhados e como 13.º proporcional. (art. 480 CLT).

Agora, se não for possível esperar o término do contrato, a instituição poderá cobrar multa por rompimento do contrato antes do prazo. Esta multa segue a mesma regra de quando o empregador demite o funcionário antes do final do período previsto de experiência. Isto é o trabalhador deve pagar ao empregador 50% dos dias que faltarem para o seu término, que será descontado dos dias trabalhados e do 13.º proporcional. Caso a diferença for negativa, a rescisão será zerada (art. 481 CLT).